Os prejuízos causados por um software ilegal vão desde problemas de segurança até baixo desempenho computacional e pesadas multas

Não chega a ser uma novidade que grande parte dos usuários residenciais de software no Brasil utilizam versões irregulares. O grande problema é que nessa esteira também estão boa parte das empresas do país. De acordo com a Pesquisa Global de Software da Business Software Alliance (BSA), realizada em 2018, a taxa de pirataria global de software se aproxima dos 42%, o que equivale a um valor comercial de US$63,4 bilhões. No Brasil, a taxa de pirataria é próxima a 46%, o que equivale a um valor comercial de mais de US$1,7 bilhão. Empresários alegam que isso se dá em razão dos custos um tanto salgados das licenças corporativas.

Com o objetivo de reduzir esses custos, uma parte do empresariado nacional acaba optando pelas versões piratas – como são popularmente conhecidas -. Só que isso é uma faca de dois gumes: inicialmente a tentação de pagar menos pelas “licenças” é grande, mas esse tipo de economia pode resultar em multas muito mais pesadas que o valor inicial dessas licenças, se for feita uma fiscalização na empresa. Sem contar as consequências legais.

Além dos riscos financeiros do uso de software pirata, existem ainda os riscos operacionais, podemos chamá-los assim. E eles são vários! Uma versão pirata pode gerar: maior exposição à infecção por malwares; exposição a páginas de phishing; instabilidade do programa a longo prazo; diminuição da privacidade interna do seu negócio; perda de arquivos corporativos; vulnerabilidade à instalação de outros softwares falsos; impossibilidade de assistência pelo desenvolvedor e queda de desempenho do programa.

Ainda segundo pesquisa da BSA, um dos principais riscos ligados ao uso de softwares irregulares são os ataques cibernéticos. A cada segundo, surgem oito novas ameaças de malware. As empresas podem demorar até 243 dias para identificar um ataque e outros 50 para resolvê-lo. Esses ataques custam em média US$2,4 milhões para a empresa, o que se traduz em uma baixa de 0,8% no PIB global.

O assunto ganhou tanto destaque nacional e internacionalmente que grupos de gestores de TI, inclusive no Espírito Santo, estão realizando fóruns e seminários para discutir o tema e buscar caminhos para a otimização dos licenciamentos de softwares no país.

 

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Para evitar essas dores de cabeça é sempre melhor procurar instalar em suas máquinas versões licenciadas dos programas necessários e promover no âmbito corporativo a adoção do Software Asset Management (SAM), ou Gestão de Ativos de Software. Isso possibilita gerenciar os seus ativos de TI de forma a não correr riscos com as desenvolvedoras, prevenindo invasões, processos judiciais e multas.

 

Janiel Pereira

Diretor técnico da ProdutivIT

Imagem Assinatura BlogArquiteNuvem

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