Cargas de trabalho intensas desde a 3ª revolução industrial, vêm sendo substituídas por processos de automação, o que passou a ser encarado como ponto negativo do desenvolvimento tecnológico já que o processo de automação pode realizar uma fila de tarefas antes executadas por 4 ou 5 operários. Este entendimento foi superado, ao se compreender que as máquinas devem possuir mão de obra qualificada para opera-las.  A 3ª revolução industrial permitiu o desenvolvimento das cidades e da produção agrícola em massa, assim como também iniciar uma nova revolução industrial.

 

O movimento da 4ª revolução industrial ou “indústria 4.0”, foi desenvolvida pelos alemães a partir de 2010 e 2011, que de forma geral se resume em processos de automação cada vez mais eficientes e enxutos com o uso da tecnologia a seu favor. Indústrias estão cada vez mais conectadas e cada vez mais dependentes da tecnologia da informação – TI. Um exemplo claro de entregas dos recursos da TI, se refere as tomadas de decisões baseadas em análises de relatórios extraídos de big data. A 4ª revolução industrial possui outros benefícios interessantes como a simulação do processo de produção do início ao fim analisando e medindo resultados. Com isso, pode-se diminuir o desperdício dando características sustentáveis a essa revolução.

 

A revolução iniciada nos processos de produção, também se reflete dentro dos escritórios, desencadeando o conceito de transformação digital. Essa transformação tem mudado a forma como entregamos os serviços aos nossos clientes. Os clientes da TI sendo eles internos ou externos, consomem cada vez mais recursos computacionais e desejam cada vez mais ter uma experiência cognitiva com seus aplicativos, de forma que seu uso deve se tornar algo natural e que flua instantaneamente.

 

A Transformação digital que estamos vivenciando hoje mudou a forma como trabalhamos e como medimos nossa produtividade. A transformação digital vem facilitando a colaboração entre equipes e através do consumo de suíte de aplicativos, tais como o Office 365 e G-Suite, esses recursos aproximam equipes remotas e nos faz entender que produtividade não é algo mais medido, apenas pelo cumprimento de carga horária, mas sim por resultados e entregas. O importante é entregar o produto, desenhar o projeto, entregar o projeto e por fim o resultado desse esforço, qual seja, a entrega do valor ao consumidor.

 

O ponto chave desse breve texto é apresentar aos gestores, sendo de TI ou não, que a 4ª Revolução Industrial pode e deve ser pensada como uma estratégia de negócios dentro das organizações. Aos gestores de equipes, recomendo olhar internamente e analisar a forma como seu pessoal trabalha e como podem trabalhar com maior produtividade e engajamento. Aos gestores de TI, os mesmos podem analisar qual a adoção do seu negocio dentro de uma nuvem, como por exemplo, se ainda deve comprar servidores para o upgrade de uma aplicação ou infraestrutura, assumindo todas as responsabilidades de uma infraestrutura on-premises ou se já não é a hora de se tornar consumidor de SaaS (Software como Serviço) ou PaaS (Plataforma como Serviço)?

 

 

Grandes empresas já permitem que suas equipes exerçam suas funções em home office e trabalhem com seus próprios dispositivos. Neste cenário, abordamos o conceito de BYOD (Traga seu próprio dispositivos), que vem ganhando aceitação de empresas de diversos tamanhos. Ler e responder e-mails em dispositivos fora da política de conformidade de uma TI, são exemplos da acessos indevidos e que sem as ferramentas corretas, podem trazer prejuízos incalculáveis para o negocio.

 

Entretanto, com tanta diversidade de dispositivos de múltiplas plataformas de sistemas operacionais e com tantos dados online, a TI tradicional possui dois grandes desafios. O primeiro desafio é entender essa transformação digital e buscar contribuir com sua organização para que ela aproveite de todos os benefícios que a transformação digital pode oferecer. O segundo é pensar em mecanismos de segurança para os dispositivos de sua responsabilidade e de seus usuários.

 

Proteger, garantir a confidencialidade, disponibilidade e integridade das informações já não é algo que pensamos apenas dentro da organização ou de fora pra dentro. Ao pensar em segurança da Informação, a gestão deve ter em mente que seus usuários irão conectar seus aplicativos com e-mails em smartphones pessoais, irão copiar seus arquivos para diferentes fontes de armazenamento, inclusive a nuvem. Como garantir a tríade da segurança da informação com tantos arquivos em trânsito? É possível obter rastreabilidade desses arquivos ou até mesmo revogar o acesso de um arquivo online? Seria possível ainda impor políticas de conformidade exigindo requerimentos mínimos de software e segurança para uso do aplicativo empresarial?

 

Sim! Provedores de plataforma em nuvem como Google e Microsoft estão a cada vez mais desenvolvendo soluções em nuvem para facilitar a transformação digital das organizações que desejam tirar proveito dessa revolução com segurança.

 

 

Elaborei uma série de posts sobre as ferramentas disponíveis no Windows Azure integradas ao Office 365. As ferramentas abordadas nessa série estão disponíveis na suíte “Microsoft Enterprise Mobility + Securtity – EMS. O EMS é um conjunto de serviços que juntos permitem criar um centro de segurança e conformidade para organizações de pequeno, médio e grande porte que queiram de forma simples e eficiente proteger seus ativos (dispositivos, pessoas ou informações) onde quer que eles estejam.

 

 

O EMS é baseado em:

  1. Gerenciamento de Identidade e acesso (Azure AD, Azure AD Identity Protection e Azure AD Privileged Identity Management);
  2. Segurança baseada em identidade (Cloud App Sercurity);
  3. Proteção de informações (Azure Information Protection);
  4. Gerenciamento de Dispositivos e aplicativos moveis (Intune).

Este post é o primeiro de uma série de 4 no qual vamos abordar cada uma dessas ferramentas e como o EMS pode ajudar a sua TI em vencer barreiras no gerenciamento de dispositivos e proteção de suas informações usando a elasticidade e desempenho da nuvem, seja ela híbrida ou não.

 

 

Focado em desenhar serviços em nuvem nos conceitos de PaaS. Engajado na transformação digital das empresas com o Microsoft Enterprise Mobility + Security. Atualmente desenhando projetos de proteção de dados em nuvem com o Microsoft Azure e Office365.

Transformação Digital + Enterprise Mobility Security

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